Vamos a análise técnica de God of War , um dos melhores games já criados para o Playstation 2. Se você quiser, você também poderá ler as primeiras impressões e a minha análise cultural do game.

Bom, como eu falei nas primeiras impressões do mesmo, é um game de ação. E a ação é num nível que é difícil de ver nos videogames. Logo de cara já te colocam no meio de um monte de inimigos e você tem que destruir para prosseguir. E aos poucos você vai sendo familiarizado com a jogabilidade e com a mecânica de jogo.

No início da aventura Kratos tem apenas as lâminas para derrotar os inimigos, mas durante a aventura você consegue mais magias e melhorar a sua arma principal, num sistema similar ao nível de experiência dos RPGS clássicos. A cada inimigo destruído, você ganha power ups (na verdade isso lembra a alma do oponente), que vão se acumulando. Você pode gastar os seus power ups e aumentar o nível de uma das magias, deixando-a mais poderosa e com isso você também ganha movimentos extras (caso opte por evoluir as lâminas de Atenas, a arma principal do jogo).

De todas as magias eu gostava mais da de Poseidon (rei dos mares), que gera um campo magnético cheio de raios que consegue acertar praticamente todos os inimigos num raio de distância. Mas depois que vi a de Hades (surgem almas do inferno que te acompanham e vão atrás dos inimigos, destruindo-os), vi que era a mais poderosa. Mas a maior parte da aventura eu usei mais a de Poseidon.

A jogabilidade é única, mas é difícil. Tirando a parte normal do game (onde seu dedo quase é destruído de tanto apertar os botões de ataque…mas isso vai depender do seu estilo de jogar), em alguns momentos você entra num evento interativo de ataque. Você precisa apertar alguns botões que aparecem na tela, numa seqüência lógica. Isso deixa o jogo cinematográfico, mas se você erra, tem que começar tudo de novo. O problema é que em algumas ocasiões os movimentos são difíceis de serem executados (pelo menos para mim).

Graficamente, o game impressiona, mesmo sendo um game mais antigo. Alguns cenários são fantásticos, como a primeira fase, do navio, onde num determinado momento você consegue ter uma visão panorâmica do local.

O nível de dificuldade do game é incrível! Se você for jogador casual e não gostar de ver muitos game overs, este jogo não é para você. Eu devo ter levado, sem brincadeira, mais de 100 game overs no jogo. E tudo por causa de um dos inimigos: a Medusa.

Se você já conhece mitologia sabe que a Medusa consegue petrificar os seres que olham para os olhos dela. E durante a aventura, como eu sou um jogador noob, eu não desviava direito delas e na maior parte das vezes eu era petrificado. E se você não reagir, elas quebram você em vários pedaços! Só que na maior partes das vezes aparecem várias delas no campo de batalha.

E parece que os designers sabiam que o game é difícil, e se você morresse várias vezes seguidas, o game pergunta se você não quer alterar para o modo easy (apenas durante os combates). Uma vez eu mudei, e me arrependi, já que, depois que você altera, não tem jeito de você voltar ao modo original (normal, no meu caso). Aí o jeito é reiniciar o zeramento (jogar novamente deste o começo).

Outra vantagem do game é a veriedade de fases e de desafios, e isso deixa o game mais interessante (diferente do Splinter Cell, que acaba ficando na mesmice do estilo do jogo).

Já a parte sonora é um show à parte com as músicas orquestradas e que consegue aumentar a diversão do jogador, mas o problema é que as mesmas acabam se repetindo durante o jogo.

O maior defeito do jogo é não ter legendas. O Fábio Bracht já reclamou sobre isso, e concordo com ele: se tivesse legendas (ou mesmo a opção de mostrar ou não as legendas, como em Metal Gear Solid) a história seria mais fácil de entender e a imersão seria bem maior.

Por fim, é um game recomendadíssimo. Como falei na primeira parte desta análise, foi o melhor game que joguei. E como eu consegui a continuação, em breve vou postar as primeiras impressões de God of War 2.

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