Mitologia

Fenrir, Mitologias, Curupira e um level design!

 

Imagem do Fenrir (ou Fenris). Fonte: Criadero de Alikuekanos

Existem alguns textos que você, ao terminar de escrever e de postar, você chega e diz: gostei demais de escrever isso! Foi o que aconteceu agora pouco, no texto Fenrir em Ico 3, no Meiobit Games. OK, os caras são criativos demais para usarem uma idéia tão óbvia, mas porquê não? A gente não sabe como que será o jogo até eles mostrarem alguma coisa, e isso é interessante para fazer o povo especular pela internet.

Mas porquê eu gostei de escrever aquele texto? Simples: curto muito algumas mitologias. Tudo bem que não gosto muito da mitologia brasileira, mas será que é porque ainda o povo não usou muito ela no país? Nada de Sítio do Picapau Amarelo! Digo coisas como o Erínia, um jogo baseado no folclore brasileiro, que ainda não cheguei a jogar por falta de tempo. Fora que já ando pensando em usar o Curupira como chefe de fase em algum jogo de RPG, ou mesmo usar a Mula Sem cabeça como base de alguns cavalos!

Imagem de um índio e o Curupira. Fonte: Terra Brasileira. Ilustração de J. Lanzellotti

Continuando: eu curto mitologias, principalmente a grega e a nórdica. Acho elas muito ricas, principalmente a Grega, onde as pessoas conseguiam representar praticamente todos os fenômenos naturais com deuses e ações dos mesmos. Se tem uma tempestade, culpe Zeus por estar tacando raios nas plantações! Por isso que games como o God of War fascinam, por usarem muito bem este tipo de mitologia.

A nórdica também é interessante, mas um dos maiores responsáveis por gostar dela foram os Cavaleiros do Zodíaco, com a Saga de Asgard, uma das mais legais de todo o desenho. Recomendo assistir!

O Tolkien (autor do Senhor dos Anéis) também me motivou a gostar da mitologia, além de hoje ter o filme A Lenda De Beowulf (veja mais sobre a história), relacionado com mitologias anglo-saxãs (mas não sei se o poema tem relação com mitologia nórdica). Quem sabe posto uma análise do filme aqui, já que assisti o mesmo há algumas semanas.

Por fim, devo mostrar neste final de semana um level design que eu já fiz sobre mitologia nórdica. Sim, eu já planejei um cenário completo, e bem mitológico.

God of War e as suas influências culturais

Vamos a primeira parte (isso mesmo, decidi dividir em duas partes!) da análise de God of War, que conseguiu ser o melhor game que já joguei em toda a minha vida (superando Splinter Cell!), apesar do mesmo ser curto e sua jogabilidade, apesar de inovadora, peca em alguns pontos. Nesta primeira parte vou falar da parte cultural envolvida no game. Na segunda, a análise técnica do game.

O maior problema que eu tenho atualmente é que a quantidade de games que eu jogo não é tão grande quanto muitos gamers por aí. Eu fiquei praticamente 4 anos (durante a minha faculdade) apenas dependendo de jogos para PC, e mesmo estes games eram raros os que eu jogava, me limitando ao primeiro Splinter Cell e aos Need For Speed Underground. Só recentemente que comecei a jogar outros games para o Playstation 2, e ainda assim não tenho tanto tempo para jogá-los.

E falar de God of War é difícil, já que são poucos os games que também me dão interesse para jogar e a legião de fãs é enorme. Quando vi que um colega meu tinha o game, pedi emprestado para ver. Ora, todo mundo fala bem do jogo e eu precisaria jogar o mesmo. Fora que o tema mitologia grega me cativa já que é a mitologia mais pop de todas as existentes. Ela consegue cativar já que é a melhor explicação divina para os fenômenos naturais, fora que deixar os deuses com pensamentos humanos e suscetível às reações mortais, como raiva, amor, ódio, que acabam cativando as pessoas.

Eu sempre gostei de mitologia grega. Também já gostei um pouco da egípcia e a nórdica. Talvez por causa da série do Hércules (aquela antiga, que passava no SBT) ou mesmo por causa dos jogos da série Tomb Raider, que me fizeram gostar não apenas de mitologia, mas de história antiga. Eu mesmo quase fiz curso superior de história para virar arqueólogo, mas optei por sistemas de informação e vi que foi a melhor decisão que tomei (na época, já que se eu soubesse que criação de games fosse possível eu teria feito outro curso).

God of War me fez voltar a ver os temas mitológicos. Acredito que a maioria dos gamers gostam de fantasiar. Gostam de ler livros ou mesmo ter contato com fantasia, para escapar do mundo real e conseguir vivenciar, mentalmente, um mundo onde a gente não poderia se preocupar com tecnologias atuais.

Mas eu gosto de tecnologias! Mas também quem gosta desse tema gostaria de viver num mundo mágico. Ora, apesar dos riscos, eu adoraria enfrentar um monstro qualquer, desferir algumas magias e conseguir ter um amor épico e viver uma vida cheia de aventuras!

O game também mostra um tema que acredito ser pertinente ao mundo atual: desafiar algo mais forte em busca de um objetivo. No game, você, mesmo com as suas limitações físicas, você decide desafiar Ares, o deus da guerra. Imortal, imponente… e com uma altura muito maior do que a sua! Kratos lembra bem o Hércules, o semi-humano que, de vez em quando, desafia alguns deuses para conseguir terminar os seus objetivos e ter uma vida quase normal.

Fora o tema superação (também citado no parágrafo acima), já que durante a sua aventura Kratos consegue superar as suas limitações com a ajuda dos deuses para terminar a sua cruzada pessoal pelas fases.

Uma coisa eu concordo com o Dori Prata. Videogame é sim uma forma de arte. God of War foi um dos games que mostram isso a cada instante. Por isso que a EGM deste mês (capa de Halo 3) classificou o game como sendo o melhor game do Playstation 2, numa lista com os 50 melhores games para o console.

Primeiras impressões – God of War

Uma coisa que eu não devo ter falado aqui no blog é que eu gosto muito de mitologia. Principalmente a mitologia grega, talvez a mitologia mais famosa de todos os tempos. Antigamente, a mitologia tentava explicar os fenômenos da natureza, já que naquela época a ciência era algo um pouco desconhecido, e as pessoas eram (ainda são) mais agarradas à alguma religião. É claro que naquela época era mais comum o politeísmo (o culto à vários deuses), diferente do monoteísmo (culto à apenas um deus), que é o tipo dominante atualmente.

E jogar God of War é, indiretamente, voltar a ter contato com este tipo de cultura. Apesar da história fictícia, as referências estão aí, e a mitologia grega é tão rica que dá para qualquer aspirante a desenvolvedor de games facilidade para criar um game com base nesta mitologia. Fora todas as histórias fantásticas que surgiram depois e que foram baseadas nas histórias, como Harry Potter e o Senhor dos Anéis. Até mesmo muitos RPGs bebem da fonte mitológica da Grécia.

Vamos ao que interessa e falar sobre este game. E acredito que eu precisava jogar um game de ação. Mas ação mesmo, e não a ação presente em Splinter Cell, que é um game mais tático, e com um estilo diferente. Shadow of The Colossus também tem um pouco de ação, mas não é como o God of War.

Quando você inicia o jogo, depois de uma cena curta, o game já te joga no meio dos oponentes. E aí você já tem que testar cada comando e ver quais são os comandos de combate, já que você não pode perder tempo.

A ação presente no game é elevadíssima! Você chega e dá pancada sem dó nos oponentes. Você tem 3 tipos de ataques: um ataque curto e pequeno (mas que pode render vários hits e com isso ganhar mais power ups), um ataque mais longo (e mais forte) e um especial, que você só ganha depois de algum tempo (o primeiro você recebe do deus Poseidon, o deus dos mares). Os power ups adquiridos com os inimigos são interessantes para você melhorar certas habilidades (similar aos jogos de RPG). Outras vezes você encontra esferas especiais que, quando atingir um certo número delas, você melhora outros atributos. O jogo explica direitinho.

Graficamente o game impressiona. Principalmente na primeira missão, onde a chuva torrencial cai sem trégua e onde você consegue, em alguns momentos, ver o cenário ao longe. São imagens belíssimas. E as CGs (animações) também são bem convincentes, e algumas tem uma boa qualidade, isso para um game lançado em 2005.

A história do game também é bem simples (retirado da análise do game no UOL Jogos):

O enredo conta a história de um ex-guerreiro de Esparta, uma cidade-estado grega, que busca vingança contra Ares, o deus da guerra na mitologia grega.

O nome do personagem é Kratos, e é um personagem bem diferente dos outros, e o cara tem estilo! Fora as frases de efeito em certos momentos. Algumas vezes o game lembra o filme 300 (outro filme excelente e que pode ter análise aqui no blog), mas a maior diferença é que o cara tem poderes sobrenaturais.

Como a análise do UOL Jogos cita, o game também tem quebra-cabeças. Alguns deles são realmente difíceis de serem descobertos (como para matar o primeiro chefe), mas normalmente você acaba descobrindo enquanto você joga o mesmo.

O sistema de câmera é fixo, queria que o mesmo pudesse ser controlado pelo jogador, mas tenho de concordar com a análise do UOL Jogos:

A visão do jogo usa o tradicional sistema de terceira pessoa, com câmera dramática, localizada em pontos estratégicos com o objetivo de obter o ângulo mais apropriado dentro do cenário. “God of War” não cai na armadilha comum a esse tipo de trabalho de câmera, que geralmente faz desorientar o jogador, ainda que em alguns poucos momentos isso aconteça. Alguns poderão sentir falta de um maior controle da visão, mas essa limitação faz parte do desafio.

A trilha sonora também é bem interessante e mistura temas orquestrados com situações dramáticas, já que o game é altamente violento, e isso também te dá uma imersão maior enquanto você joga, melhorando os aspectos lúdicos do jogo.

Fazendo uma análise rápida com Shadow of The Colossus (que foi o outro game que iniciei o zeramento nesta semana), God of War é muito melhor. Apesar dos estilos dos games serem um pouco diferentes, as primeiras horas de God of War foram bem melhores. Recomendo o game, principalmente se você gosta de ação elevada e mitologia clássica.