Eu fico imaginando que as empresas top do mercado são decentes, são boas em administração, conseguem triunfar e trazer serviços essenciais e que sempre melhoram os serviços. Mas isso é utopia. A realidade não é assim. A realidade é cruel, e nesse ponto as pessoas começam a perceber que quando um serviço cresce, o olho fica mais gordo, e quando o serviço se consolida, mas que começa a entrar em decadência, a empresa tira ele do jogo. E os usuários fiéis se ferram, pra variar. O Twitter, por exemplo, está aos poucos matando o TweetDeck. Tudo bem que não uso tanto por falta de hábito, mas era um dos melhores programas para ver tweets, fora as facilidades de poder usar múltiplas contas, inserir outros serviços e visualizar os tweets em tempo real. Então, o Twitter faz o básico que muitas empresas fazem: compram o “concorrente” e depois o removem do mercado.
Agora temos o Google. De empresa sensação do momento para uma empresa que pode não ser tão boazinha assim, o Google divide opiniões, mas hoje a gente não consegue mais viver sem ele. Buscador, Gmail, Adsense estão entre os programas e serviços mais usados, além do famosíssimo Google Reader. Numa época em que os blogs estavam despontando no horizonte, o serviço online veio para matar vários coelhos com um serviço online só: tudo caminhava pra nuvem, tudo caminhava para a facilidade e a simplicidade, pois é mais fácil a pessoa usar um site de internet quando ela usa diversos computadores em locais diferentes, do que usar um programa instalado no computador. O Google Reader aos poucos virou o “top do top” dos leitores de RSS, e, como a maioria acredita, seria um serviço intocável e que continuaria funcionando ad-infinitum. Mas era outra utopia que a gente criava mentalmente, se esquecendo de todos os custos que a empresa tem e que poderia sumir de uma hora pra outra. Aí o Google remove diversos recursos legais que tinham no Reader, para se focar no Google+, a rede social que só agora começou a ser mais usada, mas ainda assim bem longe de conseguir competir com o Facebook. Mas o serviço ainda estava lá, quietinho e funcional, e acessava o serviço todos os dias, lendo feeds diversos e outros.
Só que a dinâmica da internet hoje é outra. Facebook e Twitter praticamente substituíram o leitor de feeds para muita gente. Só que não é a mesma coisa. Mesmo o Facebook podendo agrupar diversas páginas, isso acaba escravizando a pessoa a ter de entrar lá toda hora para poder acompanhar tudo, e ainda assim existe o risco de perder algo, fora que dependendo do acesso da pessoa no Facebook, o navegador fica muito pesado em computadores mais modestos. No Twitter, dependendo do número de seguidores a pessoa não consegue acompanhar tudo, e aí restaria criar uma lista com os Twitters essenciais para abrir. Mas era no Reader que a pessoa poderia agrupar tudo, sem precisar entrar em todas as páginas e sites de notícias e blogs, além de poder ler das notícias mais antigas para as mais recentes. Também usava o Reader às vezes para buscar notícias antigas, sendo uma alternativa para o buscador, pois poderia buscar notícias de sites que eu estava acompanhando.
Então a morte aparece, para ripar mais um serviço essencial para muita gente. Segundo o próprio Google Reader, o Google Reader será descontinuado no dia 01 de julho, e eles deram uma alternativa para baixar todos os dados pessoais armazenados no feed para poder importar para outro RSS. Segundo o Alan Green, Engenheiro de Software da empresa, o “uso do Google Reader diminuiu, e como uma empresa, temos que derramar nossa energia em menos produtos”. Eles também anunciaram o término de mais ferramentas, todas elas que não tem tanta popularidade: “Apps Script, CalDAV API, Google Building Maker, Google Cloud Connect, Google Voice App for Blackberry, Search API for Shopping e Snapseed Desktop para Macintosh e Windows”.
E agora? As alternativas começaram a surgir nos blogs e sites especializados. No Gizmodo Brasil, no AppStorm e no Lifehacker tem uma listagem de alternativas, e muitos leitores dos sites e no Twitter citam que a melhor é o Feedly, mas esse Feedly, pelo que eu percebi, é uma extensão de navegador, e não quero isso, pois gostaria de poder acessar os feeds de outros lugares. Talvez eu vá para o Old Reader, só que, como muitos serviços que tem por aí na internet, eles também pode acabar de uma hora pra outra. Quem perde são os leitores e usuários, e quem ganha são os concorrentes do Google, que serão ainda mais acessados pela maioria. Isso enquanto eles durarem também, pois não existe garantias de que os sites podem continuar funcionando. Tempos sombrios na internet mundial.
[Com informações do Google Discovery e G1. Logo via Conteúdo Nerd]









Tudo na vida tem começo e fim. Nada, nada é pra sempre. Apesar de que nos museus terem objetos antigos e preservados, daqui a alguns milhões de anos talvez não reste mais nada, com o colapso do Sistema Solar. E isso também acontece com a maioria dos blogs. Com as facilidades da internet e do registro de domínios e de criação de blogs como se fosse contas de e-mail facilitaram para a proliferação de trocentos blogs diferentes, de todos os assuntos. Eu mesmo quando vejo um blog novo e bom eu sempre adiciono no RSS. Se tem infos interessantes, eu dou uma parada para ler. Se não tem, eu passo, já que a quantidade de feeds que recebo é absurda. O ruim é que com isso eu deixo de fazer coisas mais importantes.